quarta-feira, 16 de junho de 2010

Filosofia: "Mulheres: um tipo de escravidão?"

Mulheres: um tipo de escravidão?
 Mário Schmidt
            “Desde os tempos da colonização, a sociedade tinha uma organização em que os homens possuíam mais poder e mais prestígio que as mulheres. Os homens tinham mais estudo, ocupavam os cargos mais importantes, tomavam todas as decisões políticas e econômicas. As leis e os costumes reforçavam o domínio masculino. As crianças eram educadas para aceitar a superioridade dos homens como algo natural.
            As relações [entre os homens e as mulheres] podiam até ser violentas. Mulheres eram espancadas, estupradas, assassinadas. No casamento, tinham de se manter submissas [a seus pais e a seus maridos e/ou companheiros].
            As mulheres das classes média e alta nunca andavam sozinhas na rua. Deviam estar sempre acompanhadas por um parente ou uma escrava, imagine a dificuldade que tinham para namorar! Os rapazes e as moças trocavam olhares discretos na rua, no teatro, no salão de baile. Então, o rapaz visitava o pai da moça e a pedia em noivado. Se o pai e a escolhida concordassem, eles podiam se encontrar. Davam-se as mãos e viam-se sempre na presença de um adulto. Claro que sempre achavam uma oportunidade para, escondidos, dar um beijo e trocar um carinho mais forte. Mas a moça se casava virgem.
            As mocinhas eram educadas para casar e obedecer ao marido. Nas classes média e alta, aprendiam pouco além de ler e escrever. O que valia era saber costurar, tocar piano, agradar ao futuro esposo. Nas classes mais baixas, elas estudavam menos ainda. O analfabetismo era maior entre as mulheres [pobres]. Tinham de trabalhar (como costureiras, lavadeiras, criadas), cuidar da família e, do mesmo modo, aceitar as ordens do marido.
            Algumas mulheres das classes média e alta buscaram a emancipação nos estudos. Formaram-se as primeiras advogadas e médicas brasileiras. Mas as leis proibiam sua atuação profissional!” (SCHMIDT, Mario. Nova História Crítica. São Paulo : Nova Geração, 1999. Vol. 3, pág. 292)
           
A partir do que é apresentado pelo autor do texto acima, procure responder:
1.0   Desde os tempos da colonização, os homens possuíam mais poder e mais prestígio que as mulheres, por quê? Justifique sua resposta citando partes do texto.
2.0   De que forma, segundo o autor, as crianças [sobretudo as meninas] eram educadas?
3.0   As mulheres eram e têm sido até hoje vítimas de violência, por quê? Você acha isso natural? Justifique sua resposta.
4.0   Os homens são “superiores” às mulheres? Justifique sua resposta.
5.0   Meninos e meninas estudavam em escolas separadas. As meninas recebiam menos instrução que os meninos. Que habilidades as mulheres deviam desenvolver, por quê?
6.0   Trabalhando em escolas públicas (Municipal e Estadual), tenho percebido que alguns adolescentes (bem poucos) se levam mais a sério nos estudos (e na vida) que outros A seu ver, por que isso acontece? Algumas pessoas são menos inteligentes (e menos capazes) que outras? Ou será que pela força (na base da “porrada”, falta de educação, desrespeito às regras morais e sociais) os indivíduos serão absorvidos pelo mercado de trabalho? Ou essa história de trabalhar, constituir uma família, ser competente naquilo que escolheu fazer na vida, ser uma pessoa de Fé, não é mais importante? Ou ainda: ser irresponsável, não assumir a própria vida, viver escorado em leis [como o ECA, por exemplo, que reconhece direitos e ignora os deveres dos adolescentes], caracteriza a nova geração?
Redija um texto [de 15 a 25 linhas] discutindo essas questões.

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